18 abril 2013

Resenha: Divergente


Autora: Veronica Roth
Trilogia: Divergente - livro 1
Editora: Rocco
Páginas: 502
Ano: 2012
 Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
 A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
 E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive. (Skoob)


 Há muito tempo, as pessoas descobriram que a culpa por um mundo em guerra estava nas ações e sentimentos ruins deles mesmos e, tentando erradicar essas coisas ruins, para fazer do mundo um lugar melhor para se viver, as pessoas dividiram-se em cinco facções, cada uma defendendo o seu ideal: Abnegação, Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza.

 Todas as crianças e adolescentes estudam juntos até completarem 16 anos e, depois disso, cada aluno passa pelo teste de aptidão, onde irá descobrir a que facção estaria mais inclinado a se tornar um membro, para que na cerimônia de iniciação, ele escolha a que facção pertencerá pelo resto de sua vida. Beatrice Prior nasceu na Abnegação, a vida toda foi ensinada a ser altruísta, mas agora com seus 16 anos, a cada dia que passa, ela vê que não se encaixa nessa facção.

 Ao final de seu teste de aptidão, Beatrice descobre que é uma divergente, que não tem aptidão para uma facção determinada. E por isso, ela é alertada para ter muito cuidado e nunca contar isso para ninguém, porque, ser uma divergente, é algo perigoso.

 Quando, enfim, a cerimônia de iniciação começa, e Beatrice escolhe se abandona sua família ou continua na abnegação, ela surpreende a si mesma quando escolhe a audácia, muito conhecida pelos atos de coragem, e acaba descobrindo que pular de trens em movimento e de cima de prédios de dez andares seria o menor de seus desafios para se tornar membro dessa nova facção. Tris enfrentará seus maiores medos, e em meio a tudo isso, um romance inesperado acontece, bem como a descoberta de um plano mal intencionado que poderá levar à guerra e à morte pessoas inocentes.
Minha conclusão - explica ela - é que você apresenta aptidão para a Abnegação, a Audácia e a Erudição. Pessoas que apresentam resultados assim são... - Ela olha para trás, como se esperasse ser surpreendida por alguém. - ... são chamados de... Divergentes. 
 Divergente entra para a lista de livros jovem-adulto distópico, e para minha lista de favoritos. Apesar de todo o furor e comparações com outras sagas distópicas, ele se destaca em meio a muitos outros livros desse mesmo gênero, pelo enredo criativo e bem desenvolvido e porque não dizer, inovador. Mas Jogos Vorazes continua sendo meu favorito dos favoritos.

 Seus personagens foram bem caracterizados e construídos. Todos conseguiram deixar suas marcas nesse primeiro livro da trilogia. Tris é uma personagem divergente no sentido mais amplo da palavra. Ela diverge entre praticamente tudo, seus sentimentos, suas crenças, isso é uma parte de si mesma, e ela vai ganhando cada vez mais força com o passar das páginas. Outro personagem que eu não poderia deixar de citar: Quatro. Ele é o instrutor de Tris na audácia, um garoto de dezoito anos de olhos azuis tão escuros que parecem pretos, um garoto que não pestanejaria em mirar um revolver para alguém. A audácia o ensinou a ser durão, mas o lado carinhoso e protetor ainda vive dentro de si. Achei o Quatro uma mistura de Peeta Merlark e Jace Wayland. Quem leu Jogos Vorazes e Cidade dos Ossos também vai ver uma similaridade entre eles.

 A autora conseguiu mandar seu recado com uma narrativa leve e simples, em momento algum ela nos enrola com descrições e cenas desnecessárias, o que foi muito bom. As cenas de ação são muitas, principalmente do meio pro final do livro, que foi surpreendente. O romance foi mais desenvolvido do que em outros livros distópicos que já li, porém, ainda é algo sutil em meio a ação e aventura.
 Estou mais que louca para ler Insurgente!

 Agora eu te pergunto: Está esperando o que para começar a ler esse livro?

4 comentários:

  1. Oi May,

    Todo mundo tá adorando esse livro, estou louca para ler, só me falta oportunidade... Só elogios, né? KKK. Bom, tem tag para você lá no meu blog!

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    1. Oi Julia.
      É, as distopias estão em alta mesmo...
      Obrigada pela tag, já vou passar lá no Sonhos de Garota.

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  2. Amiga, olha a coincidência, minha resenha da semana também é sobre Divergente! *-*
    Falando sobre o livro: Fica meio impossível não comparar uma saga com outra, já que esse gênero distópico é quase sempre focado nos jovens, e em um mundo de escolhas restritas. Ainda assim, também achei que a autora conseguiu criar algo próprio, único.
    Fiquei irritada com aqueles sonhos da Tris, sempre envolvendo algo sobre a Divergência, sabe? Fora isso, eu adorei o livro. Mas meu distópico favorito, ou melhor, meus dois favoritos, porque não consigo escolher, são: Maze Runner e Gone! <3
    Beijos! :*

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    1. Eu também AMO Maze Runner, Gone ainda não tive a oportunidade de ler, mas hoje já comprei meu exemplar. Que livro caro, né?
      A Tris é realmente irritante a vezes, fazer o que, ela era uma "careta".

      Beijos

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